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20 de jan de 2013

A despedida de Fringe

Fringe teve a chance que muitas séries não tem: ter um final digno e planejado. Tá certo que o criador da série, JJ Abrams, já disse em entrevista que o plano para o seriado eram oito temporadas, mas já que a super (injusta) queda de audiência não permitiu isso, o jeito foi aproveitar os 13 episódios finais para desenvolver o final da série e fechar a história da melhor maneira possível, com uma finale dupla, que emocionou e eletrizou muita gente!
Nunca assisti uma série que crescesse tanto. Para mim, Fringe tomou o caminho natural de um ser humano: cresceu, se desenvolveu e morreu. Seu ápice foram as segunda e terceira temporadas: brilhantes, deliciosas, cheias de ação e muito sci-fi de qualidade. As outras temporadas ficaram um pouquinho atrás, mas não tem como deixar de amar. Uma série que trata de aspectos científicos mas ao mesmo tempo enfoca tanto o valor que tem a família, os sentimentos, a união. E foi assim que Fringe encerrou sua jornada, sem deixar de valorizar isso tudo, e sempre presenteando os fãs fiéis com referencias, easter eggs e nesse último episódio, até um explicito "obrigada pelo apoio", como dá pra ver no screencap abaixo, em uma das cartas de trás:
Uma série que durante os cinco anos que esteve no ar pela FOX na televisão americana, foi injustiçada por premiações como Emmy e Globo de Ouro, não recebendo indicações que merecia. Com um elenco que provou ser excelente, como por exemplo, com Anna Torv tendo que reinventar sua personagem Olivia várias vezes, no lado B (Bolívia <3), no lado C (que no final não existia), com o William Bell no corpo... e sem falar na atuação primordial de John Noble, que merece todos os elogios que possamos encontrar. 
E esse casal cremosíssimo que custou a pegar no tranco, já que a série não era uma série de romance? Peter e Olívia me fizeram torcer tanto... nunca esquecerei de quando eu e Malu assistimos Fringe juntas e ficávamos literalmente gritando a cada olhar pretensioso desse casal que na época ainda nem existia, mas a gente queria (e sabia) que um dia virasse realidade. E no final, o amor dos dois moveu muita coisa e deu força para que fosse feito o que tivesse que ser feito.
Fringe sempre soube mesclar a tensão de "o mundo pode acabar a qualquer momento" com humor sutil, mas sem deixar de ser engraçado. E isso sempre vinha de Walter, esse cientista que criou experimentos capazes de quebrar todos os mundos existentes ao meio, mas que também adorava alcaçuz, vacas, LSD, milkshake de morango e porque não, ver os corpos do inimigo voando pelo céu, só porque é legal. Também amava trocar o nome de Astrid, sua agente do FBI-babá-assistente, mas os dois eram uma grande dupla (trio, se contarmos com Gene, a vaca).
Sem contar os personagens secundários, Agente Broyles, Nina Sharp, September, Agente Lincoln, Agente Charlie (meu preferido) e muitos outras, que cativaram e souberam dar um suporte perfeito para a Divisão Fringe fazer o seu trabalho com maestria.
Fica aqui minha saudade e o meu amor por essa série ótima, que respeitou seus fãs desde o começo, e fez uma série para eles. Com o que prometia, sci-fi, mas também muito amor, diversão e o principal: entretenimento de qualidade! E não é porque acabou que você que nunca viu não pode, pelo contrário, agora você pode ver na hora que quiser, não precisa ficar esperando episódio toda semana... aproveite as férias para fazer uma maratona dessa delícia!
Beijos com muito amor, lágrimas e saudades.

Um comentário:

  1. Ahhh! Arrepiei, sorri e chorei ! Saudades do tempo que buscava spoilers para saber se Peter e Olivia formariam um casal!

    Foi com certeza a série que mais me envolveu e com com certeza vai deixar muuita saudade...

    Ansiosa pela próxima de JJ !

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